Com US$ 20,83 bilhões, China absorve 24,5% das exportações totais do agronegócio brasileiro


Brasília – Apesar da queda de 2,1% comparativamente com 2015, a China continuou figurando como o principal destino das exportações do agronegócio brasileiro, com embarques no montante de US$ 20,83 bilhões. Ano passado, o agronegócio brasileiro exportou para a China produtos no valor de US$ 21,28 bilhões.


A redução em termos de valores não impediu que fosse registrado um aumento de 0,4 ponto percentual na participação chinesa no conjunto das exportações do agronegócio brasileiro, saindo de 24,1% para 24,5%. Os dados são do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).


Os principais produtos exportados para a China foram soja em grãos (US$ 14,39 bilhões e 38,56 milhões de toneladas embarcadas), celulose (US$ 2,16 bilhões), carne de frango (US$ 859,48 milhões), açúcar de cana (US$ 823,06 milhões) e carne bovina (US$ 703,07 milhões).


Os dados do Mapa mostram os Estados Unidos como segundo principal destino das exportações agropecuárias brasileiras, com um total de US$ 6,26 bilhões, inferiores em 3,2% aos US$ 6,47 bilhões exportados para o mercado americano em 2015.


A queda foi causada principalmente pelo corte dos embarques e das cotações internacionais dos dois principais produtos que integram a pauta exportadora para os Estados Unidos: café verde, com receita de US$ 938,97 milhões (corte de US$ 241,06 milhões em relação a 2015) e celulose, com receita de US$ 871,29 milhões ( redução de US$ 112,33 milhões comparativamente com 2015). Outros destaques nas exportações para os Estados Unidos no ano passado foram álcool etílico (US$ 421,65 milhões) e suco de laranja (US$ 368,12 milhões).


Um dado relevante: apesar da queda nas exportações dos produtos agrícolas para os Estados Unidos no ano passado, a participação dos americanos entre os países de destino das vendas externas do agronegócio brasileiro subiu de 7,3% em 2015 para 7,4% no ano passado.


Em relação aos países importadores de produtos agropecuários brasileiros, o destaque negativo foi a Venezuela, o parceiro comercial com maior queda absoluta nas aquisições desse conjunto de produtos brasileiros no período. Em 2015, a Venezuela foi o destino final de bens no valor total de US$ 1,9 bilhão, cifra reduzida para apenas US$ 734,62 milhões em 2016.


Entre outros produtos foram registradas quedas nas exportações de carnes (corte de US$ 590,32 milhões), produtos lácteos (redução de US$ 155 milhões), animais vivos (queda de US$ 162,02 milhões) e de preparações para elaboração de bebidas (redução de US$ 122,19 milhões).


Por outro lado, entre os destaques positivos, os dados divulgados pelo Mapa apontam o Irã (alta de US$ 2,13 bilhão), Índia (alta de US$ 1,49 bilhão), Malásia (com uma elevação de US$ 1,02 bilhão), Turquia (US$ 661,51 milhões) e Nigéria (aumento de US$ 613,13 milhões).

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