Dólar passa a subir em relação ao real no primeiro dia de negócios do mês


O dólar virou a passou a subir em relação ao real nesta quarta-feira (1º), após a queda de mais de 3% em janeiro. O dia é marcado por expectativas por mais ingresso de recursos externos no país, mas com cautela em relação aos rumos dos juros nos Estados Unidos, com investidores à espera do resultado do encontro de política monetária do Federal Reserve, banco central do país.


Às 15h39, a moeda norte-americana subia 0,06%, a R$ 3,1529 na venda. Veja cotação.


Acompanhe a cotação ao longo do dia: Às 9h19, queda de 0,36%, a R$ 3,1397 Às 10h29, queda de 0,2%, a R$ 3,1418 Às 11h19, queda de 0,02%, a R$ 3,1502 Às 12h09, alta de 0,12%, a R$ R$ 3,1547 Às 12h59, alta de 0,33%, a R$ 3,1615 Às 14h19, alta de 0,21%, a R$ 3,1575


"O dólar pode inverter a trajetória ao longo do dia... mas, de saída, temos perspectiva de manutenção de juro nos Estados Unidos, o que para os emergentes é favorável", comentou à Reuters o operador da Advanced Corretora Alessandro Faganello.


O Fed deve manter a taxa de juros nesta tarde, em sua primeira decisão desde que Donald Trump tomou posse como presidente dos EUA, enquanto aguarda maior clareza sobre as políticas econômicas do republicano.


Economistas consultados pela Reuters descartaram alta dos juros na reunião desta semana. Os investidores viam aumento em junho, de acordo com dados compilados pelo CME Group.


O Fed elevou a taxa de juros referencial na reunião de dezembro, a segunda alta em uma década, para a faixa entre 0,5 e 0,75%. O banco central norte-americano prevê mais três aumentos neste ano.


O mercado monitora pistas sobre o rumo dos juros nos Estados Unidos porque, com taxas mais altas, o país se tornaria mais atraente para investidores. Sem aumentar juros agora, recursos aplicados em outros mercados, como o brasileiro, tendem a não migrar para aos Estados Unidos.


Dólar enfraquecido

Segundo a Reuters, a queda do dólar em janeiro marcou o início de ano mais fraco da moeda em três décadas, diante de preocupações de que os Estados Unidos caminham para abandonar duas décadas da chamada política de "dólar forte".


O dólar recuou 2,6% contra uma cesta de moedas em janeiro, desempenho mais fraco desde 1987, caindo primeiro pelas preocupações com o protecionismo do presidente dos EUA, Donald Trump, e depois com as crescentes preocupações de que a nova administração vai buscar desvalorizar a moeda.


Esses temores aumentaram na terça-feira com declarações de Trump, que reclamou que "todos os outros países vivem de desvalorização" enquanto os EUA "fica lá como um bando de idiotas".


A estrategista de câmbio do Commerzbank Esther Reichelt disse que Trump está avançando com suas políticas. "Pode haver algum nervosismo sobre ele tomar decisões que ninguém esperava antes que ele realmente faça isso", afirmou à Reuters.


No Brasil

O Brasil tem recebido fluxos positivos de recursos externos em meio a um período em que empresas estão captando recursos no exterior. Segundo dado mais recente do Banco Central, em janeiro até o dia 20, o fluxo cambial estava positivo em US$ 3,612 bilhões.


No cenário interno, predomina a expectativa pela indicação do novo relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), em substituição a Teori Zavascki, e também pela eleição do presidente do Senado, destaca a agência.


Sem interferência do BC

O Branco Central não anunciou leilão de swap cambial tradicional - equivalente à venda de dólares no futuro - para rolagem dos contratos de março. Na véspera, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, disse que a autoridade pode rolar parcialmente ou não rolar esse vencimento, que tem volume de US$ 6,954 bilhões.

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