Dólar fecha quase estável em relação ao real, a R$ 3,1235


Moeda norte-americana avançou 0,05%, vendida a R$ 3,1235; na semana, o dólar acumulou queda de 0,9%.


O dólar fechou praticamente estável em relação ao real nesta sexta-feira (3), após operar em queda durante quase toda a sessão, refletindo dados mistos sobre o mercado de trabalho norte-americano, que reduziram as apostas de um aumento dos juros nos EUA em breve.


A moeda norte-americana avançou 0,05%, vendida a R$ 3,1235, após ter fechado a R$ 3,1219 na véspera. Veja cotação do dólar hoje. Na semana, o dólar caiu de 0,9% – sétima queda semanal seguida. No ano, o recuo acumulado é de 3,88%.


Acompanhe a cotação ao longo do dia: Às 9h09, alta de 0,29%, a R$ 3,1311 Às 10h59, alta de 0,41%, a R$ 3,1349 Às 12h09, queda de 0,33%, a R$ 3,1114 Às 13h30, queda de 0,33%, a R$ 3,1116 Às 14h49, queda de 0,26%, a R$ 3,1138 Às 15h39, queda de 0,2%, a R$ 3,11568 Às 16h49, queda de 0,08%, a R$ 3,1195


Segundo a Reuters, declarações de um dirigente do Federal Reserve, o banco central norte-americano, indicando que os juros nos EUA poderiam subir em março, levaram a moeda norte-americana a se recuperar e fechar perto da estabilidade.


De olho no BC

A leve alta em relação ao contrariou a tendência de queda do dólar no mercado exterior, com investidores avaliando a possibilidade do Banco Central voltar a intervir no câmbio, aproveitando o enfraquecimento recente da moeda norte-americana.


Mais uma vez, o Banco Central novamente não anunciou qualquer intervenção no mercado de câmbio para esta sessão.


Na terça-feira o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou que o BC pode voltar a reduzir o estoque de swaps cambiais tradicionais que hoje soma US$ 25,528 bilhões.



Cenário externo

Os investidores seguem atrás de pistas sobre qual será o próximo passo do Federal Reserve, banco central norte-americano, em relação à política monetária no país.


O Fed não deixou claro após o término de sua reunião de política monetária nesta semana a trajetória dos aumentos de juros, limitando-se a sugerir que estava no caminho para subir as taxas neste ano.


Antes disso, o dólar vinha caindo e tinha voltado a flertar com o nível de R$ 3,10 após os dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos terem trazido sinais mistos.


"Apesar de ter havido aumento da contratação, o dado salarial foi pior. O qualitativo dos dados foi negativo", explicou à Reuters o economista-sênior do Banco Haitong, Flávio Serrano.


A taxa de desemprego também ficou acima do esperado, em 4,6%, mostrando que mais gente saiu à procura de emprego.


O dado divulgado é mais abrangente do que o Relatório Nacional de Emprego da ADP, que na quarta-feira havia impulsionado o dólar ao informar que o setor privado abriu 246 mil empregos em janeiro, muito acima dos 165 mil estimados pelos economistas ouvidos pela Reuters.


No Brasil

Internamente, a expectativa de ingresso de recursos em razão de novas captações de empresas brasileiras, assim como o otimismo com a aprovação das reformas fiscais após o governo ter garantido aliados nas presidências da Câmara e Senado, contribuíam para o recuo do dólar ante o real.

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