Dólar fecha em alta e vai a R$ 3,15


Moeda dos EUA subiu 1,88%, vendida a R$ 3,1513, maior patamar em um mês.


O dólar fechou em alta de mais de 1% ante o real nesta quinta-feira (2), acima de R$ 3,15, no maior patamar em um mês, acompanhando a valorização da moeda norte-americana sobre outras divisas no exterior em meio às apostas crescentes de que o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, pode elevar os juros em breve.


A moeda dos EUA terminou o dia negociada a R$ 3,1513, em alta de 1,88% – maior nível desde 27 de janeiro passado, quando fechou em R$ 3,1520. Veja cotação


Segundo a Reuters, na máxima da sessão, o dólar marcou R$ 3,1552.


Juros nos EUA

Nos últimos dias, dirigentes do Fed deram declarações sinalizando que a autoridade monetária pode elevar as taxas de juros do país neste mês. Juros elevados podem atrair à maior economia do mundo recursos hoje aplicados em outras praças financeiras, como a brasileira, pressionando as cotações do dólar.


"Com os Estados Unidos remunerando melhor e nosso juro em trajetória de queda, os gestores privilegiam segurança ao rendimento", afirmou à Reuters o superintendente da Correparti Corretora, Ricardo Gomes da Silva.


Cenário politico local

Os investidores locais também estavam de olho no Banco Central brasileiro que, apesar do salto do dólar agora, continuou sem anunciar intervenção no mercado de câmbio.


Em abril, vencem o equivalente à US$ 9,711 bilhões em swaps tradicionais, equivalente à venda futura de dólares, e operadores se questionavam se o BC rolará, mesmo que parcialmente, esses contratos.


A cena política local também pesava sobre os mercados, com o depoimento da véspera do empresário Marcelo Odebrecht confirmando um jantar com o presidente Michel Temer, no Palácio do Jaburu, onde foi tratado contribuições para a campanha do então vice-presidente, mas garantiu que o tema foi abordado "de forma genérica" e não houve pedido de doação direto feito por Temer.


"O mercado está monitorando o político e isso pode criar um ambiente para uma corrida ao dólar. Na dúvida, durma comprado", afirmou Silva, da Correparti.



* Com Reuters

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