Dólar opera em alta nesta segunda-feira


Na sexta-feira (3), a moeda norte-americana recuou 1,15%, a R$ 3,115 na venda.


O dólar opera em alta nesta segunda-feira (6), após mostrar pequenas variações pela manhã, com os investidores atentos ao cenário geopolítico externo e sob a expectativa de um aumento iminente dos juros nos Estados Unidos. Internamente, a cena política também está no radar, com investidores cautelosos com a possibilidade de ministros do presidente Michel Temer serem investigados por corrupção, segundo a Reuters.


Às 15h19, a moeda norte-americana subia 0,23%, vendida a R$ 3,1223. Veja a cotação.


"A segunda-feira começou preguiçosa, com os investidores atentos ao noticiário", comentou o economista-chefe da corretora BGC Liquidez, Alfredo Barbutti, à Reuters.


Cenário externo

No exterior, o dólar tinha leves oscilações ante uma cesta de moedas, com investidores realizando lucros após a alta da moeda norte-americana na semana passada diante da expectativa de que o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, vai elevar os juros neste mês.


Na semana passada, os mercados ajustaram suas apostas de que o Fed voltará a elevar os juros nos Estados Unidos neste mês, o que tem potencial para atrair a maior economia do mundo recursos aplicados em outras praças financeiras, como a brasileira.


Na sexta-feira passada, a chair do Fed, Janet Yellen, corroborou as apostas de aumento de juros, desencadeando algum movimento de realização de lucros, ao afirmar que uma alta será apropriada caso os dados econômicos a sustentassem.


"Pelo temor de perder o timing e retomar tardiamente a alta dos juros, o Fed deve fazê-lo na reunião deste mês, até mesmo de maneira preventiva a um possível plano econômico fiscalmente expansivo do atual governo", comentou a corretora Infinity em relatório a clientes, referindo-se ao governo do presidente Donald Trump.


As notícias de que a Coreia do Norte disparou quatro mísseis balísticos, sendo que três atingiram águas japonesas, também estavam no foco.


Cenário local

Internamente, a cautela ainda era gerada pelo cenário político, sobretudo após a notícia de que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, planeja pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF), talvez já nesta semana, para investigar ministros de Temer e senadores do seu partido PMDB por corrupção.


O temor é que isso atrapalhe as votações de importantes reformas no Congresso, como a da Previdência, considerada essencial para colocar as contas públicas em ordem.


O Banco Central brasileiro continuava fora do mercado de câmbio, sem anunciar qualquer intervenção, por ora. Em abril, vencem o equivalente a US$ 9,711 bilhões em swaps tradicionais, equivalente à venda futura de dólares, e operadores se questionavam se o BC rolará, mesmo que parcialmente, esses contratos.


Na sexta-feira (3), a moeda norte-americana recuou 1,15%, a R$ 3,115 na venda. No acumulado na semana passada, o dólar ficou praticamente estável, com leve alta de 0,05%.

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