Dólar sobe e se aproxima de R$ 3,20, de olho em juros nos EUA


Na véspera, moeda norte-americana avançou 1,65% e fechou a R$ 3,17 na venda.


O dólar voltou a subir na tarde desta quinta-feira (9), em dia de oscilações, ainda seguindo o mercado externo em meio à expectativa de que o Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, deve elevar os juros na próxima semana.


Às 16h19, a moeda norte-americana subia 0,67%, a R$ 3,1926 reais na venda. Veja a cotação.


"Por ora, o mercado está muito focado nos dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos. Se confirmar a alta de juros, o dólar pode realizar", afirmou o operador da corretora Ourominas, Maurício Gaioti à agência Reuters.


O foco do mercado continuava voltado para os números que serão conhecidos no dia seguinte sobre o mercado de trabalho norte-americano, conhecidos como "payroll". Levantamento feito pela Reuters com analistas mostra que, pela mediana, as estimativas eram de abertura de 190 mil postos fora do setor agrícola no mês passado.


O mercado monitora pistas sobre o rumo dos juros nos Estados Unidos porque, com taxas mais altas, o país se tornaria mais atraente para investimentos aplicados atualmente em outros mercados, como o Brasil, motivando assim uma tendência de alta do dólar em relação ao real.


Na véspera, foi divulgado dado sobre emprego privado nos Estados Unidos muito acima do esperado, o que alimentou de vez as apostas de que o Fed elevará os juros na sua reunião dos próximos dias 14 e 15.


Banco Central

O Banco Central mais uma vez não anunciou qualquer intervenção no mercado de câmbio. Ainda havia no mercado expectativa sobre o que o BC fará com os swaps tradicionais que vencem em abril, equivalente a US$ 9,711 bilhões, se fará alguma rolagem ou não.


Na véspera, o dólar comercial fechou acima de R$ 3,17, com investidores reforçando as apostas de que o Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, vai aumentar os juros já na próxima semana diante de novos sinais de fortalecimento da maior economia do mundo.


A moeda norte-americana avançou 1,65%, a R$ 3,1715 na venda, maior nível de fechamento desde 26 de janeiro (R$ 3,1805), segundo a Reuters.

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