Dólar fecha em queda nesta sexta e volta a ser negociado a R$ 3,10


Moeda dos EUA encerrou o dia em baixa de 0,94% frente ao real, a R$ 3,1083. No mês de março, dólar acumula desvalorização de 0,16%.


O dólar fechou em queda em relação ao real nesta sexta-feira (24), de olho no cenário externo e político no Brasil. Os desdobramentos da Operação Carne Fraca continuaram no horizonte, sobretudo seus efeitos sobre as exportações brasileiras.


A moeda norte-americana caiu 0,94%, a R$ 3,1083 na venda, depois de ter ido a R$ 3,1511 na máxima do dia, de acordo com a Reuters.


No mês de março, o dólar acumula desvalorização de 0,16%, e no ano, baixa de 4,35%. Na semana, no entanto, avançou 0,24%.


Cenário externo

A moeda passou a maior parte do dia entre sobes e desces, com os investidores na expectativa da votação de projeto de saúde nos Estados Unidos, determinante para mostrar a força de Donald Trump.


No fim da tarde (pelo horário de Brasília), os republicanos retiraram sua proposta para reforma da saúde, que tentariam aprovar no Congresso em substituição ao programa do ex-presidente Barack Obama, o Obamacare, segundo o "Washington Post". Da maneira como andava a negociação em torno do projeto, antevia-se uma derrota da proposta no Congresso.


"Uma derrota do Trump pode gerar uma onda de instabilidade", afirmou mais cedo à Reuters o economista-chefe da corretora Infinity, Jason Vieira. "É difícil saber qual será o efeito sobre o mercado local. O dólar pode ir a R$ 3,20", acrescentou.


A votação do projeto de saúde previa substituir o Obamacare e é vista pelos mercados financeiros como um teste crucial das habilidades de Trump em trabalhar com o Congresso para aprovar seus planos, incluindo planejados cortes de impostos e gastos em infraestrutura.


No Brasil

Internamente, os investidores mantiveram a cautela com o andamento da reforma da Previdência no Congresso Nacional, depois que o governo obteve placar apertado para a votação da terceirização na Câmara dos Deputados no meio da semana. "Se não fosse o (cenário) doméstico, o dólar poderia cair muito mais", afirmou à Reuters o diretor de tesouraria do Banco Modal, Luiz Eduardo Portella.


Além disso, a percepção de que a interrupção da venda de carnes para diversos países depois da operação Carne Fraca vai prejudicar a balança comercial também foi repercutida pelos investidores.


"Os importadores sabem que entrarão menos recursos no país e começaram a se antecipar e comprar dólares, prevendo menos moedas à frente", afirmou à Reuters o superintendente da Correparti Corretora, Ricardo Gomes da Silva.


O Banco Central brasileiro vendeu integralmente nesta sessão o lote de até 10 mil swaps tradicionais - equivalente à venda futura de dólares - ofertados para rolagem dos contratos de abril. Já foram sete leilões iguais, que reduziram a US$ 6,211 bilhões o estoque que vence no mês que vem.


Véspera

Na véspera, o dólar avançou 1,36%, a R$ 3,1378 na venda, depois de ter batido a máxima do dia de R$ 3,1423.

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