Dólar sobe e fecha cotado a R$ 3,14 no segundo dia de alta


Moeda avançou 0,98% frente ao real, a R$ 3,1457, em meio a incertezas sobre aprovação da reforma da Previdência.


O dólar fechou em alta nesta quinta-feira (6), pelo segundo dia seguido, com investidores adotando cautela diante dos sinais de que o governo está com dificuldade para aprovar a reforma da Previdência e do cenário externo, destaca a Reuters.


A moeda norte-americana subia 0,98%, vendida a R$ 3,1457.


No acumulado da primeira semana de abril, o dólar tem valorização de 0,46%. No ano, contudo, a moeda recua 3,20%.


"Dada a trajetória que a reforma ainda tem para cursar no Congresso, não significa a inviabilidade de ser aprovada. Neste momento, a pesquisa evidencia que o governo ainda tem muito trabalho", afirmou a corretora CM em relatório a clientes, ainda segundo a Reuters.


O comentário referia-se à pesquisa feita pelo jornal "O Estado de S.Paulo" com deputados e que revelou que a proposta do governo sobre a reforma da Previdência seria rejeitada por 242 parlamentares, mesmo com a opção de suavizar o texto. Para aprovar a reforma, Temer precisa de 308 votos favoráveis, de um total de 513 deputados.


O Palácio do Planalto reconheceu a dificuldade em aprovar a reforma na Câmara e, por isso, decidiu estender o prazo de negociação do relatório na comissão especial que trata do tema, disseram fontes palacianas à Reuters na véspera.


"Houve um susto quando o mercado viu o placar, mas é muito cedo ainda, o governo tem muita política para fazer e não significa que a reforma não vai sair", afirmou o operador da corretora H.Commcor, Cleber Alessie Machado, à Reuters.



Cenário externo

O cenário externo também esteve no radar do mercado nesta sessão, sobretudo como a política monetária dos Estados Unidos será conduzida. Na véspera, o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, indicou que pode adotar medidas para começar a reduzir seu portfólio de US$ 4,5 trilhões em dívidas ainda este ano desde que a economia tenha o desempenho esperado.


"Ao reduzir esse estoque de títulos, o Fed enxuga a liquidez do sistema, o que tem efeito de alta de juros", explicou o operador da corretora H.Commcor, Cleber Alessie Machado.


Por isso, a divulgação dos dados do mercado de trabalho norte-americano no dia seguinte ganhou ainda mais importância porque pode reforçar a percepção de que o Fed pode precisar de mais altas de juros além das duas ainda precificadas para o restante do ano.


Mais juros na maior economia do mundo pode atrair recursos até então aplicados em outras praças, como a brasileira.


O Banco Central não anunciou intervenção no mercado de câmbio. Em maio, vencem US$ 6,389 bilhões em swap cambial tradicional, equivalente à venda futura de dólares.


Na véspera, o dólar fechou em alta, após 3 quedas seguidas, voltando a ser negociado acima de R$ 3,10. A moeda norte-americana avançou 0,55% frente ao real, a R$ 3,1149 na venda.

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