Dólar fecha em alta de olho em crise política


Moeda dos EUA subiu 0,39% nesta quarta-feira, vendida a R$ 3,2791.


O dólar fechou em alta em relação ao real nesta quarta-feira (24), com os investidores de olho no rumo das reformas econômicas no Congresso em meio à crise política e após fortes manifestações contra o presidente Michel Temer.


A moeda norte-americana subiu 0,39%, cotada a R$ 3,2791. Veja a cotação do dólar hoje


Na reta final do pregão, o dólar chegou a bater R$ 3,2833, segundo a agência Reuters, após as fortes manifestações contra o presidente, com ataques a ministérios em Brasília. Na mínima da sessão, a moeda norte-americana foi a R$ 3,2487, quando os investidores ainda tinham a percepção de que acrise política envolvendo Temer não impediria a tramitação das reformas no Congresso Nacional.


Turbulência local

"A insegurança gerada por um ambiente político conturbado... e manifestações agressivas nas ruas fazem com que os investidores busquem ativos mais seguros", comentou o operador da Advanced Corretora, Alessandro Faganello.


Em Brasília, os Ministérios foram esvaziados após tumultos violentos entre policiais e manifestantes que protestavam contra o presidente e as reformas. Temer autorizou o uso das Forças Armadas na capital para garantia da lei e da ordem.


Por boa parte deste pregão, o dólar foi negociado em baixa ou com leves variações frente ao real, com os investidores apostando numa solução para a crise política pelos partidos da base do governo que viabilizasse a votação das reformas, destaca a Reuters.


Depois do repique da semana passada, quando saltou para perto de R$ 3,40 com a eclosão da crise política, o dólar passou a oscilar numa banda entre R$ 3,25 e R$ 3,30, deixando evidente a cautela do mercado neste momento.


Cenário externo

No cenário extermo, o Federal Reserve, banco central norte-americano, divulgou a ata de sua última reunião de política monetária, que trouxe pontos de cautela em torno da recuperação americana e da força do mercado de trabalho por lá.


O Fed considera que a taxa de juros será elevada "logo", mas os membros do comitê sinalizaram que podem esperar para avaliar se o sinal de fraco crescimento do primeiro trimestre foram meramente temporários, numa indicação de maior cuidado em relação ao aperto da política monetária.


Atuação do BC

O Banco Central brasileiro realizou mais um leilão de swaps cambiais tradicionais - equivalentes à venda futura de dólares -, colocando toda a oferta de 8 mil contratos para rolagem do vencimento de junho. Desta forma, já rolou US$ 2,8 bilhões do total de US$ 4,435 bilhões que vencem no mês que vem.


O BC não anunciou leilão de novos swaps para esta sessão, depois de realizá-los nos últimos três dias.

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