Dólar opera com pequenas variações; cautela com risco político continua


Na véspera, moeda avançou 1,4%, a R$ 3,3308 na venda - maior cotação de fechamento desde 18 de maio.


O dólar opera com pequenas variações nesta quarta-feira (21), após ter saltado quase 1,5% no dia anterior, com as atenções ainda voltadas para o cenário político e desdobramentos que possam sinalizar o rumo das reformas econômicas no Congresso.


Às 16h09, a moeda norte-americana avançava 0,10%, vendida a R$ 3,3344. Veja a cotação hoje.


"A tendência é a moeda gravitar ao redor de R$ 3,30, mas qualquer fato novo que atrapalhe o andamento das reformas pode pressionar as cotações", afirmou o diretor da mesa de câmbio da corretora MultiMoney, Durval Correa, à Reuters.


“A agenda do mercado financeiro está voltada para o setor político", disse em nota o diretor de câmbio da FB Capital, Fernando Bergallo. "Temos votações importantes com reflexos fortes na política e na economia dada a grande contaminação que um campo está sobre o outro ultimamente. Então todos estão em função desta pauta, mais ainda com a questão da reforma da previdência”.


Na véspera, o governo sofreu importante derrota na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, que rejeitou o texto principal da reforma trabalhista, ascendendo o sinal amarelo dos investidores ao exprr a fragilidade da base aliada e colocando em dúvida também a aprovação da reforma da Previdência, destaca a Reuters.


Mesmo assim, seguia o plano do governo de apresentação de um parecer pela constitucionalidade da reforma trabalhista na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e sua votação na próxima semana, deixando a proposta pronta para o plenário a partir do dia 28.


"A expectativa continua sendo de aprovação da medida (na CCJ), contudo, a derrota de ontem deixa nítido que a governabilidade de Temer está bastante comprometida", resumiu a corretora Coinvalores em relatório, ainda segundo a Reuters.


Temer está sendo investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) por crime, entre outros, de corrupção passiva, após delações de executivos do grupo J&F.


O Banco Central anunciou para esta sessão mais um leilão de até 8,2 mil swaps cambiais tradicionais - equivalentes à venda futura de dólares - para rolagem dos contratos que vencem julho.



Véspera


Na terça-feira (20), o dólar avançou 1,4%, a R$ 3,3308 na venda - foi a maior cotação de fechamento desde 18 de maio, quando saltou mais de 8% e foi a R$ 3,389, dia seguinte à divulgação das delações dos executivos do grupo J&F e que afetaram Temer.

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