Dólar tem maior alta em 2 meses e encosta em R$ 3,18, com cautela sobre reformas e exterior


Na véspera, moeda norte-americana caiu 0,83%, vendida a R$ 3,1463, após ter encerrado na terça-feira a R$ 3,1728.


O dólar saltou 1% e encostou em R$ 3,18 nesta quinta-feira (17), acompanhando a trajetória da moeda norte-americana no exterior num dia de maior aversão ao risco e com cautela dos investidores diante das dificuldades que o governo brasileiro deve enfrentar para aprovar as medidas fiscais e reformas no Congresso Nacional.


O dólar avançou 1,02%, a R$ 3,1785 na venda, maior alta desde 20 de junho, quando a moeda subiu 1,40%. Veja a cotação de hoje.


Na máxima do dia, a moeda norte-americana marcou R$ 3,1824. O dólar futuro tinha alta de cerca de 0,80% no final da tarde.


"Analistas indicam que a base aliada está juntando as votações para cobrar mais (do presidente Michel) Temer", afirmou o diretor da consultoria de valores mobiliários Wagner Investimentos, José Faria Júnior, em relatório.


Cenário interno

A atual agenda econômica do governo no Legislativo é grande e foi imposta logo depois de que Temer teve de agir politicamente para garantir que a denúncia por crime de corrupção passiva contra ele fosse barrada na Câmara dos Deputados. Ou seja, já usou boa parte de seu capital político.


Nesta semana, o governo anunciou novas e maiores metas de déficit primário, que subirão a 159 bilhões de reais neste e no próximo ano, confirmando a tendência de deterioração das contas públicas e que pode ser ainda pior caso o Congresso Nacional não aprove medidas impopulares que foram apresentadas para limitar o rombo e aumentar as receitas.


Entre elas, a reoneração da folha de pagamento das empresas e elevação na contribuição previdenciária por funcionários públicos.


Além da aprovação das novas metas fiscais e suas medidas, o governo também quer garantir no Legislativo a criação da Taxa de Longo Prazo (TLP) e o Refis, renegociação de dívidas tributárias. Isso sem contar a reforma da Previdência, considerada essencial para colocar as contas públicas em ordem.


"A agenda legislativa cheia, com prazos de diversas leis vencendo em agosto ou setembro, deve fazer com que a reforma da Previdência fique em segundo plano até outubro", trouxe a SulAmérica Investimentos em relatório.


O dólar renovou a máxima à tarde ante o real, com aumento da aversão ao risco após um atentado matar ao menos 13 pessoas e ferir outras 80 em Barcelona. A divisa operava em alta ante uma cesta de moedas e divisas de países emergentes, como a lira turca e o peso mexicano.


Véspera

Na véspera, moeda norte-americana caiu 0,83%, vendida a R$ 3,1463, após ter encerrado na terça-feira a R$ 3,1728.

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