Dólar fecha em alta, de olho em pistas sobre o rumo dos juros nos EUA


A moeda norte-americana subiu 0,86%, vendida a R$ 3,1859.


dólar subiu pela terceira sessão consecutiva nesta segunda-feira (9) e voltou a se aproximar dos R$ 3,20, acompanhando a trajetória das moedas emergentes no exterior, onde os investidores acreditam cada vez mais que os juros nos Estados Unidos subirão mais uma vez neste ano, segundo a Reuters. O volume de negócios nesta sessão foi menor em razão do feriado de Columbus Day nos Estados Unidos, que fechou parte dos mercados norte-americanos.


A moeda norte-americana subiu 0,86%, vendida a R$ 3,1859. Veja a cotação hoje. No mês, há alta acumulada de 0,58%. Na mínima, a moeda marcou R$ 3,1576 e, na máxima, R$ 3,1902. O dólar futuro tinha alta de cerca de 0,9%.


No ano, o dólar acumula baixa de 1,96%. O dólar atingiu a máxima de 14 anos no início de 2017, mas passou a maior parte deste ano perdendo força, pois dados econômicos fracos e dúvidas sobre a capacidade do presidente dos EUA, Donald Trump, de aprovar as reformas tributárias pressionaram a moeda.


Mas, ainda segundo a Reuters, os sinais de que os planos da reforma podem estar de volta aos trilhos e o aumento das apostas de que o Fed elevará os juros em dezembro fizeram o dólar avançar cerca de 3% ante a cesta de moedas recentemente.


"Os dados salariais de sexta-feira foram promissores, mas o relatório foi tão distorcido, não tenho certeza se os investidores podem se prender muito a ele", disse a estrategista da câmbio do Commerzbank, Esther Reichelt. "Eu não acho que o mercado está olhando para além da reunião de dezembro... Acho que ficaremos nesses níveis por enquanto", acrescentou.


Com a agenda relativamente vazia, os investidores continuam monitorando o cenário político local, atentos ao andamento da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer na Câmara dos Deputados.


O volume de negócios nesta sessão tendia a ser reduzido em razão do feriado de Columbus Day nos Estados Unidos, que deixava parte dos mercados norte-americanos fechados e, assim, sem importantes referências para as demais praças.


"Com a agenda esvaziada, o foco é o Fed", disse à Reuters o operador da corretora H.Commcor Cleber Alessie Machado, referindo-se ao Federal Reserve, banco central norte-americano.


De maneira geral, os mercado já precificaram que a autoridade monetária elevará os juros mais uma vez neste ano, em dezembro, o que pode atrair para a maior economia do mundo recursos aplicados hoje em outros mercados, como o brasileiro.


Por isso, a expectativa dos investidores estava voltada para a ata do último encontro Fed, que será divulgada na próxima quarta-feira e pode consolidar de vez novo aumento dos juros em dezembro, diante de sinais econômicos mais fortes nos Estados Unidos.


No exterior, o dólar tinha leve baixa ante uma cesta de moedas, mas subia ante divisas de países emergentes, como o rand sul-africano e o peso mexicano.


A moeda norte-americana ainda registrava forte valorização ante a lira turca, depois de os Estados Unidos terem reduzido serviços de concessão de vistos na Turquia, sinalizando forte deterioração nas relações entre os dois países. "Isso também pressiona um pouco as moedas emergentes", disse Machado.

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